11
de
dezembro
Para pais e filhos
Esse livro da psicóloga, Silvana Martani, aborda vários aspectos do universo aborrecente. Dêem uma conferida.
http://www.aparabolica.com.br/cliente/wak/manualteen.htm

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Eu, Wilsom da Silva, não sou de fazer barulho por nada, Circo Fractais e Karnak é simplesmente imperdível ! Veja mais em http://www.aparabolica.com.br/cliente/circofractais/releasegeral.htm

Imagem do ensaio
Veja mais sobre o lado tangível da beleza em www.aparabolica.com.br/livrariadafisica/matemática
A Parabólica está promovendo uma discussão sobre marketing. Manifeste sua opinião sobre os assuntos relacionados à administração coletiva, cultura de rede, games e a conhecida "Cauda Longa". Veja os vídeos em www.aparabolica.com.br/campanhas/diadomarketing
Caros,
Pretendo aproveitar o espaço para ampliar as discussões sobre lei rouanet (e outras) que já vem acontecendo na mídia. Estimulado por um Seminário, realizado pelo Sindicato dos Jornalistas em parceria com a Uniban, o fotográfo, Marcos Antônio Sá, http://www.marcoantoniosa.com.br/ expõe a seguinte observação, finalizada por uma questão provocativa:
"… Duas colocações me incentivaram a escrever a todos nesse momento: A de uma colega que manifestou sua preocupação e tornar a cultura uma mercadoria e a de outra colega que considerou importante a administração da captação de recursos por pessoas especializadas.
Vou agora escrever algo que parece absurdo ( e deve até ser ). As duas colocações, para mim, correm o risco de serem absolutamente antagônicas mas, por mais maluco que pareça, devo concordar com ambas.
Tentarei me explicar…
A produção cultural, na maioria das vezes, toma um tempo gigantesco e não permite, de fato, a busca pelos recursos para realizá-la. Daí a importância das pessoas que se dedicam apenas a essa atividade. Por outro lado, como toda moeda tem duas faces, a profissionalização dessa atividade pode tornar a cultura um produto, uma comoditie.
O captador sai com vários projetos na pasta e, mesmo levando-se em conta que vai procurar o cliente mais "adequado" ao produto, há o risco de que ele não se envolva, de fato, com o conteúdo do projeto , isto é, não "vista a camisa" com a mesma intensidade daqueles que o produziram.
Numa outra vida, ainda nesta vida, fui engenheiro e "representante técnico de vendas" e até me saí bem porque acreditava muito na qualidade do que eu representava ( se alguém se interessar eu conto depois porque parei de fazer isso), mas conheci gente na mesma área cuja preocupação era aumentar sua carteira de produtos que podiam ser apresentados ao mesmo cliente e, assim, otimizar suas visitas e chances de vender.
A transformação da cultura num produto tem uma face perversa regulamentada pela tal lógica do mercado. É preciso que haja consumo. Por isso volto a bater na mesma tecla. O consumo é regido pelo poder econômico e, infelizmente, muitos dos que detém o poder econômico nesse país e mesmo no mundo, ainda associam a textura de uma pele de onça a uma bolsa de prostituta ou tem receio da imagem de um cazumbá "olhando" para eles durante um mês inteiro.
Imaginar que a produção cultural tenha que, obrigatoriamente, ser lucrativa é desprezar o fato de que a cultura popular nasce e sobrevive sem esse objetivo e que até morre quando se tenta fazer dela algo que dê dinheiro.
Há mais dois fatos que aconteceram recentemente e que me levaram a essas idéias de jerico. O primeiro ocorreu na estréia da peça "Os Produtores". A turma do programa Panico na TV resolveu esculhambar a estréia da peça mas acabou criando uma discussão interessante. Compraram um ingresso para um catador de latinhas que trabalhava próximo ao teatro. O cidadão nunca tinha ido ao teatro na vida dele e ficou entusiasmado com a idéia de assistir a peça. Só que ele foi barrado pelo pessoal da portaria porque não estava vestido convenientemente (usava bermuda, camiseta regata e chinelo de dedo). A equipe do programa tratou de vestir o sujeito com um tenis, calças compridas e uma camiseta, que conseguiram na hora com a própria equipe de produção. O catador de latinhas entrou mas, logo depois, foi expulso pelos seguranças pelos fundos do teatro.
Essa expulsão é, evidentemente, fruto de um preconceito grave. Mas esse preconceito não é dos atores e nem dos produtores da peça. O preconceito foi, em primeiro lugar, dos porteiros e seguranças que, certamente, são pessoas que estão muito próximas, socialmente falando, do catador de latinhas. Esse preconceito não é, portanto, deles. De fato, é reflexo do pensamento de quem frequenta o teatro. Os porteiros e seguranças defendiam o interesse dessas pessoas ou, pelo menos, o que imaginam ser o interesse dessas pessoas. Para a equipe do teatro essa " mistura " não pode acontecer. Estou certo de que, eles tem motivos para pensarem dessa forma.
Se essa é a mentalidade que vai gerir nossa produção cultural, nunca haverá uma lei de incentivo que dê certo para todos.
O segundo fato está ligado à tragédia do caso Isabella. Soube que emissoras de televisão estavam dispostas a pagar até R$ 15.000,00 aos moradores do prédio em frente ao que morava a menina, para poder acompanhar a reconstituição do crime, que aconteceu neste Domingo. A tragédia virou um espetáculo de fato e, gostaria de saber que seriam os possíveis patrocinadores dessa exibição sem sentido.
Emissoras de televisão tem uma concessão do governo que é dada em troca de uma certa responsabilidade. Já que estamos num meio de jornalistas, acho que fica bem associarmos esse assunto à questão da cultura que também é fruto e consequência da informação de que dispomos.
Acho prudente lembrar que, me parece, a concessão da TV Globo, termina agora, no segundo semestre. Tem alguém discutindo se o Big Brother vai continuar se a concessão for renovada ?
Faz sentido discutirmos leis de incentivo à cultura nesse cenário ? "
Este sábado, projeto "Outros Qui tais"
entra Na Roda, veja mais em http://www.aparabolica.com.br/naroda/
Esta autora está lançando uma excelente publicação de jornalismo literário, "Muitas coisas que perguntei e algumas que disse". Saiba mais sobre Rosa Montero em http://br.youtube.com/watch?v=makY9D5zBSA&feature=related
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